sábado, 9 de outubro de 2010

Petrobras anuncia nova descoberta de gás no Peru

A petrolífera brasileira Petrobras, parceira da Galp na exploração no Brasil, anunciou hoje a descoberta de uma reserva de gás no Peru
A estatal brasileira informou, num comunicado, que a descoberta foi feita a 4.400 metros de profundidade no lote 58, detido pela filial peruana da Petrobras, na região de Camisea, Sudeste do Peru.
Trata-se da segunda descoberta feita pela empresa estatla brasileira na mesma área, cujo potencial de produção é estimado em 48.000 milhões de metros cúbicos.
Fonte - Lusa

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O IEA – Instituto Energético Atlântico

Por: IEA Energetico Atlantico

Em termos de objectivos gerais, pretende-se:
- Habilitar as empresas e governos com ferramentas de análise, compreensão e intervenção na extração de recursos naturais, sua transformação, armazenamento, transporte, distribuição e consumo da energia, assim como dotá-los de competências reflexivas e práticas de eficiência energética;
- Explicar conceitos e aplicá-los, actualizando-os numa perspectiva inovadora;
- Criar sinergias de intercâmbio de conhecimentos e saberes, de actuações, de modos de intervenção;

Em termos de objectivos específicos:
- Promover a compreensão da importância do valor da relação da extração e utilização de recursos energéticos com o desenvolvimento sócio económico dos países ricos nesses recursos, na necessidade de inovação tecnológica para fontes alternativas de energia a custos sustentaveis e na prtoteção da biodiversidade da natureza;
- Aumentar a capacidade para a compreensão, intervenção e resolução de situações de conflitos económicos situados no âmbito genérico da "Energia" de forma não violenta;
- Desenvolver a capacidade de identificação de comportamentos de risco e incentivar atitudes de prevenção;
- Promover competências para agir adequadamente á violação da regulação;
- Desenvolver uma cultura que habilite ao investimento da inovação energética nos países membros.

Os principios orientadores que regem o presente projecto assentam na consideração dos valores interpessoais e sociais, com particular atenção ao desenvolvimento tecnológico e económico da realidade presente para a conjugação do tradicional com alternativas futuras, à distribuição da riqueza que advém da exploração dos recursos naturais, à proteção ambiental e à responsabilidade social das empresas.

Daqui decorre a formação da sua agenda e a orientação para promover o desenvolvimento do diálogo entre países ricos em recursos naturais, governos e empresas que actuem no âmbito e circuito da energia. Considera a variedade de perspectivas de análise dada a abrangência,complexidade e transversalidade das especificidades de cada País.
Em função do propósito e dos princípios enunciados, propõem-se as seguintes linhas:

1) Abordagem numa lógica de multidisciplinaridade e transversalidade dos saberes, questões que requerem os contributos das ciências, da sociologia, da ciência política, do direito e e da economia;
2) Identificação de questões e definir problemas, apontar orientações estrtágicas futuras e avaliar propostas do presente;
3) Construir uma visão global das especificidades nacionais e dos problemas na área da governanças dos recursos naturais, incentivo á inovação tecnológica e consciencialização cívica sobre eficiência energética.
4) Elaborar a agenda para o primeiro FÓRUM sobre Energia, que anualmemente se reúnirá

O Centro do IEA é constituído pelo Secretariado Permanente para o Fórum sobre Governança Energética.

Perfil do Autor

www.energiasportal.com http://ieaenergiatlantico.blogspot.com/

(Artigonal SC #3409197)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/meio-ambiente-artigos/o-iea-instituto-energetico-atlantico-3409197.html

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Gás descoberto em Morada Nova de Minas equivale a "meia Bolívia"

O gás natural descoberto em Morada Nova de Minas, na Região Central do estado, será explorado comercialmente a partir do ano que vem. O volume descoberto num único poço pode chegar à metade do fornecido ao Brasil pela Bolívia, estimou quinta-feira o governador mineiro Antônio Augusto Anastasia. “O empresário Eike Batista diz que descobriu meia Bolívia de gás natural no Maranhão. A outra metade, se Deus quiser, está aqui”, frisou. O Brasil importa diariamente da Bolívia até 30 milhões de metros cúbicos do combustível. A descoberta ocorreu há uma semana e foi comunicada segunda-feira à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Desde a confirmação da existência do combustível, porém, os indícios do potencial da reserva durante a perfuração estão cada vez mais robustos, informou o governador. A presença de gás natural em Minas significa a redenção econômica para a Bacia do Rio São Francisco porque, além de atrair indústrias, representa a possibilidade de aumento de arrecadação para os pequenos municípios locais na forma de royalties, sem contar o fato de que o estado tem participação em cinco dos 43 poços licitados pela ANP na região. Ainda vai levar 60 dias para que o consórcio que reúne Codemig, Orteng, Imetame Energia e Delp Engenharia no projeto de exploração do combustível divulgue o tamanho da reserva e a vazão do gás em Morada Nova de Minas. Serão mais 30 dias de perfuração a uma razão diária de 53 metros de profundidade, até chegar à meta principal, que é alcançar 2,5 mil metros de profundidade. O gás descoberto na semana passada foi encontrado a 1.440 metros da superfície. Em seguida, começa a ser feito o teste de formação de poço, que levará outros 30 dias até ser concluído. O que se sabe, de imediato, é que o gás poderá ser explorado por meio da construção de uma termelétrica vizinha ao poço ou da construção de um gasoduto, mas tudo depende do volume que será apurado. “O importante é que foi encontrado um volume considerável no primeiro furo de um bloco de 3 quilômetros quadrados. Essa descoberta nos dá garantia de que estamos no caminho certo”, disse o governador. De acordo com ele, com a confirmação da existência do combustível, o gás natural ficará mais barato em Minas. Em junho, o preço do metro cúbico do combustível importado da Bolívia custava US$ 7,42 por milhão de BTUs, 35% a mais que o produzido no Brasil até agora. Na Europa, a mesma quantidade de gás custa em média US$ 3, informou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. “Esse gás mais barato servirá para todos os consumidores, especialmente os industriais, porque isso significa uma redução do custo da produção”, disse Anastasia. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Orteng, Robson Andrade, o gás será um atrativo a mais para novos projetos e a diversificação da indústria em Minas, como é o caso do setor petroquímico. “É a possibilidade de termos gás à disposição dentro da nossa casa”, comparou. Além do consórcio formado pela iniciativa privada e a Codemig, empresas como Petrobras, Shell e British Petroleum também são donas de blocos estão e desenvolvendo pesquisas na área licitada. Segundo Oswaldo Borges da Costa Filho, presidente da Codemig, os blocos só foram licitados pela ANP a pedido do ex-governador Aécio Neves. “Ele questionou o motivo pelo qual as áreas onde havia indícios da existência do combustível não iam a leilão”. De acordo com Costa Filho, na época, a dúvida é se haveria empresários interessados em participar da disputa. “Hoje o gás é uma realidade. Mas essa foi uma ação planejada, não caiu do céu”. A expectativa é que os royalties a serem arrecadados com a produção de gás natural em Minas fiquem entre 5% a 6% da produção. Além disso, o estado é dono de 49% da exploração, já que é essa a sua participação no consórcio. Os outros 51% estão nas mãos da iniciativa privada. “O gás é extremo indutor de crescimento industrial em qualquer país. Europa e Estados Unidos só conseguiram desenvolver sua indústria com a matriz energética do gás”, sustenta o secretário de Desenvolvimento Econômico Sérgio Barroso.
Fonte - Guia BD

Venezuela vendeu US$ 15,815 bi em petróleo aos EUA

As exportações de petróleo venezuelano para os Estados Unidos somaram US$ 15,815 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 35,9% em relação ao mesmo período de 2009, quando os preços do cru sofreram fortes quedas.
Um relatório da Câmara Venezuelana Americana de Comércio e Indústria (Venamcham), divulgado nesta quinta-feira (12), aponta que dos US$ 16,352 bilhões vendidos pela Venezuela aos Estados Unidos, 96,7% correspondem a negócios do mercado petroleiro.
Por outro lado, a Venezuela importou dos Estados Unidos um total de US$ 4,932 bilhões no primeiro semestre de 2010.
Os números das exportações respondem à recuperação do preço do barril de cru venezuelano, que em 2009 sofreu baixas a ponto de ser negociado a menos de US$ 40. Em 2010, a média de preço do barril é de US$ 69,75.
A Venezuela produz 3,012 milhões de barris de cru por dia (mbd), segundo um balanço calculado em 2009 pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), publicado na semana passada. A Opep, no entanto, atribui a seu único membro sul-americano uma produção 2,32 mbd.
Os Estados Unidos, principal comprador do petróleo venezuelano, foi abastecido, em média, com 1,4 milhão de barris diários em 2009, o que situa a Venezuela em quinto lugar entre seus fornecedores de cru, segundo dados de Washington.
A Venezuela é o maior produtor de petróleo da América do Sul, e as exportações desta commodity representam aproximadamente 90% de sua renda em divisas
Fonte - Brasil Economico

Unitec anuncia investimentos em biodiesel na Argentina

A Unitec Bio planeja investir US$ 70 milhões na ampliação de uma fábrica na província de Santa Fé, que vai dobrar a capacidade de produção de biodiesel da empresa na Argentina, de 200 mil toneladas para 420 mil toneladas por ano.
A companhia pertence ao magnata argentino de ascendência armênia Eduardo Eurnekian, cujos negócios se estendem aos setores de infraestrutura, construção energia, comércio, bancário, entre outros. A expectativa é de que a unidade inicie a produção no segundo semestre de 2011, de acordo com um porta-voz da empresa. A maior parte será destinada ao mercado interno.
O anúncio se segue aos de outras companhias, que se movimentam para tirar vantagem dos incentivos do governo para transformar soja em combustível. Enquanto a exportação de biodiesel paga imposto de 20%, a de óleo de soja é taxada em 31%. Além disso, tem aumentado o uso do produto no país. Em agosto, a norte-americana Cargill Inc. anunciou investimento de 450 milhões de pesos (pouco mais de R$ 200 milhões) na construção de uma usina de 18 megawatts de potência e de uma unidade para produção de 240 mil toneladas de biodiesel por ano.
A produção de biodiesel na Argentina quadruplicou nos últimos quatro anos. Atualmente, as unidades instaladas no país têm capacidade para processar mais de dois milhões de toneladas. A maior parte desse volume é exportada para a União Europeia, mas se espera um aumento no consumo doméstico por causa da exigência da mistura de biodiesel ao combustível derivado de petróleo, que passou a 7% em julho. O governo quer elevar o porcentual a 10% até o final do ano. No início de 2010, o ministro do Planejamento, Julio De Vido disse que em quatro anos, a mistura chegará a 20%
fonte:revistagloborural

Projetos na área automotriz e de gás e petróleo aprovados na Cúpula do Mercosul

Técnicos brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios estão reunidos divididos em grupos setoriais, para discutir acordos técnicos.
Um desses grupos é o de integração produtiva, um dos mais novos criados no âmbito do Mercosul por determinação dos presidentes dos países que compõem o bloco. O objetivo é acelerar e aprofundar os esforços para que o Mercosul esteja cada vez mais articulado na produção de bens e serviços.
O negociador brasileiro no Grupo de Integração Produtiva do bloco é Reginaldo Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ele disse à Agência Brasil que, ao compartilhar suas estruturas industriais e desenvolver tecnologias comuns, um bloco econômico como o Mercosul amplia e melhora o grau de consolidação dos processos de integração.
Ao longo de um ano e meio de sua existência, o grupo apresenta alguns resultados concretos. É o caso de um portal destinado aos empresários do bloco e dos projetos discutidos nas áreas naval, aeronáutica e fitossanitária. Entre eles, dois terão destaque na reunião de San Juan.
Reginaldo Acuri disse que são projetos extremamente importantes porque se referem à preparação de pequenas e médias empresas do Mercosul para que elas possam estar cada vez mais integradas, entre si e com as empresas âncoras de duas cadeias produtoras essenciais para o Mercosul. A primeira delas é a automotriz. Segundo o presidente da ABDI, é nesse setor em que o Mercosul está industrialmente mais integrado.
Ele destacou que, como todas as montadoras são estrangeiras, “é extremamente importante que os fornecedores de autopeças dos nossos países possam, cada vez mais, acompanhar o desenvolvimento tecnológico, sendo capazes de fornecer para as montadoras, entrar na rede de fornecimento mundial de autopeças e se articular melhor”. Acuri destacou que “ganhar escala e densidade empresarial” é decisivo para que os países sejam competitivos na cadeia produtiva.
O segundo projeto em análise hoje pelo Grupo de Integração Produtiva, e que poderá ser aprovado amanhã, refere-se ao setor de gás e petróleo. “A Argentina tem uma produção tradicional, o Brasil também. O Brasil, com as reservas do pré-sal, sem dúvida irá para um outro patamar na sua escala e na sua importância mundial. Há uma infinidade de bens e uma infinidade talvez ainda maior de serviços que podem ser desenvolvidos na cadeia de gás e petróleo”, disse Acuri.
De acordo com ele, os dois projetos – o automotriz e o de gás e petróleo – são importantes para preparar as indústrias dos países do Mercosul “de modo que elas estejam integradas e possam compartilhar os processos de produção”.
Cada um dos projetos, segundo o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, poderá receber financiamento de US$ 2,5 milhões do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), criado em 2004 para financiar ações comunitárias no bloco.
O Focem financia projetos destinados à construção de pontes, redes de transmissão de energia, estradas e saneamento, entre outros. Será a primeira vez em que o fundo destinará recursos a projetos específicos de integração industrial do Mercosul, se eles forem aprovados.
Fonte - Juliana Andrade

Venezuela tem a segunda maior reserva petrolífera do mundo

A reserva de petróleo da Venezuela tem, atualmente, 251 bilhões de barris, o que a torna o segundo maior reservatório do mundo, atrás apenas da Arábia Saudita, destacou nesta quinta-feira um comunicado oficial.
O ministro de Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, disse que, em 1999, o país contava com "reservas de 87 bilhões de barris" e agora estão "certificadas" nos "livros" da estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA) "251 bilhões de barris".
"Estes números nos dão um estímulo no que diz respeito ao desenvolvimento de nossa política petrolífera", acrescentou Ramírez em um comunicado.
A Venezuela iniciou, em 2005, um processo de certificação de reservas na rica faixa petrolífera do Orinoco, localizada no leste do país, onde participam cerca de dez empresas estatais de vários países.
De acordo com os cálculos venezuelanos, existem, pelo menos, 236 bilhões de barris de petróleos pesados e extrapesados na faixa, onde, atualmente, operam várias transnacionais associadas com a PDVSA e extraem entre 600 mil e 900 mil barris diários, segundo dados oficiais.
Ramírez destacou que o Serviço Geológico dos Estados Unidos informou, neste ano, que em Orinoco "existem 1,3 milhão de barris" dos quais cerca de "585 bilhões" são recuperáveis.
O ministro informou que, graças aos projetos de exploração na faixa, a Venezuela planeja aumentar sua produção para 4,15 milhões de barris diários, em 2015, e para 6,85 milhões, em 2021.
A Venezuela é membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e um dos principais fornecedores dos EUA, para onde envia cerca da metade de seu bombeamento.
Fonte - EFE

Produção de petróleo no Brasil atinge recorde em agosto

A produção de petróleo no Brasil bateu recorde em agosto atingindo 2,078 milhões de barris diários, ultrapassando ligeiramente o recorde de 2,077 milhões de barris registrado em abril, informou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta quinta-feira.
A ANP informou que passará a divulgar em toda última semana do mês os dados de produção de petróleo e gás no Brasil, além de informar o volume por empresa contabilizando o total produzido no campo apenas para a operadora.
Desta maneira, a Petrobras ficará com o volume de seus parceiros minoritários nos campos operados por ela, mas não terá em sua soma os campos onde tem participação menor, como Ostra (Shell) e Frade (Chevron).
"Esse recorde mostra que estão entrando novas estruturas em produção e reflete o trabalho que vem sendo feito ao longo dos anos", disse o diretor da ANP, Victor Martins, durante a Rio Oil & Gas.
Desde 1999 a ANP realizava leilões anuais de blocos de petróleo, mas há dois anos não vende nenhuma área. A expectativa é de que em 2011 sejam realizados dois leilões, um com blocos no pré-sal da bacia de Santos, se o marco regulatório que implanta o regime de partilha no país for aprovado, e outro para campos em águas rasas e outras fronteiras.
Segundo Martins, com os blocos que já foram vendidos, a produção de empresas privadas no país deve dobrar nos próximos quatro anos.
Em agosto, por exemplo, a Petrobras respondeu por quase 92% da produção, com 1,898 milhão de barris diários, já que foram retirados os barris em parcerias nas quais a estatal não é a operadora.
A produção de gás natural ficou em 60,8 milhões de metros cúbicos.
A Shell é a segunda maior produtora, com 90,7 mil barris em agosto e 835 mil metros cúbicos de gás.
A Chevron vem em terceiro lugar, com 64 mil barris diários em agosto, e 715 mil metros cúbicos de gás, e a Devon fecha a conta das empresas que exploram o litoral brasileiro, com 22,9 mil barris.
Entre as empresas que operam em terra, a maior é a Petrosynergy, com 676 barris diários.
MAIORES CAMPOS
Segundo estudo da ANP, o Brasil tinha 294 concessões em produção no mês de agosto, sendo 75 concessões marítimas e 219 terrestres.
A bacia de Campos continua como o principal pólo produtor, com 1,765 milhão de barris de petróleo no mês passado, ou 84,9%, seguida da bacia do Espírito Santo, com 36,6 mil barris diários ou 3,3%.
A Petrobras tem oito dos dez maiores campos produtores do Brasil: Roncador, Marlim Sul, Marlim, Marlim Leste, Barracuda, Albacora Leste e Albacora e Jubarte (10º).
A Shell e a Chevron figuram entre as operadoras de dois dos dez maiores campos, com Ostra e Frade, respectivamente, em oitavo e nono do ranking.
A ANP vai informar também as maiores bacias, campos e poços produtores, e o nível da queima de gás natural. Em agosto, houve queima de 10% da produção de gás no país, ou 6,2 milhões de metros cúbicos, um aumento em relação aos 5,7 milhões de metros cúbicos queimados em julho, porém menor do que os 9,8 milhões há um ano.
"Desde abril a ANP está tentando reduzir a queima de gás em determinados campos", disse Martins, informando que pela legislação o máximo permitido é 3%. Os casos que excedem esse limite precisam de autorização especial da ANP.
"Estamos estudando permitir uma margem de 2%, mas será analisado caso a caso", disse Martins.
Segundo ele, as empresas fizeram um acordo com a ANP, e até 2015 terão que se ajustar à portaria da autarquia que limita a queima de gás natural.
"É um recurso da sociedade brasileira que está sendo desperdiçado, estamos tentando diminuir essa queima", afirmou Martins
Fonte- Reuters

Eike busca sócio em termoelétrica no Chile

O projeto de Castilla Central inclui seis unidades a carvão de 350 megawatts cada, além de outras duas a diesel para adicionar 2.300 MW. O projeto completo envolve investimentos de cerca de 4,4 bilhões de dólares.
De acordo com analistas do setor, busca por um parceiro faz parte da estratégia de Eike de reiterar os aportes na construção da termoelétrica mesmo frente ao rechaço de organizadores ambientalistas e moradores de zonas próximas ao futuro projeto. A iniciativa foi considerada ilegal e barrada pela Justiça do Chile, pelos danos ambientais que geraria à região do Atacama.
Com a entrada de um sócio no projeto, Batista poderia adaptar o cronograma de entrega da termoelétricas às exigências ambientais, em paralelo ao investimento na construção de outras termoelétricas de menor porte no Brasil.
A capacidade de geração de energia da termoelétrica chilena de Eike é quatro vezes maior que a Central Barracones, termoelétrica que teve sua construção cancelada a pedido do presidente do país, Sebastián Piñera.
Isso teria antecipado o prazo de entrega da Castilla, que será acompanhado de perto pelo governo federal - a preocupação é de que o cancelamento da termoelétrica de Eike, também por questões ambientais, poderia afetar o abastecimento de energia no país a longo prazo. A questão foi discutida recentemente na sede do governo por Piñera, o Ministro da Energia do Chile, Ricardo Raineri, e executivos de CGX.
Os opositores do projeto, como o senador Guido Girardi, pediu ao presidente Lula que interceda Batista antes de finalmente parar o projeto, diz a reportagem. A oposição à iniciativa aumentou substancialmente após a decisão do governo de transferir o local da Central Barrancones Suez para fora de Punta de Choros - norte do país, onde estariam instaladas as futuras termoelétricas do empresário brasileiro.
O plano da Comissão Nacional de Energia (CNE) de projeção da oferta de geração de energia do país inclui a instalação de cerca de dez centrais elétricas a carvão na região norte do Chile.
Fonte - Exame

Bolívia elabora projetos para fornecer energia elétrica ao Brasil

A Bolívia pretende se tornar nos próximos 10 anos um centro de energia elétrica para o Brasil, informou neste domingo o vice-presidente, Alvaro García.
"Queremos ser o centro de gás e de energia elétrica, porque nosso potencial de energia elétrica é gigante", disse García à imprensa local.
Perguntado sobre quais são os prováveis mercados da energia boliviana, García disse: "Os três países que nos cercam, principalmente o Brasil, que anualmente demanda quase 4.000 novos megawatts". Os outros dois destinos para a energia que seria produzida no país seriam Chile e Peru.
O governo boliviano pretende construir seis hidrelétricas para seu mercado interno e para exportação em um custo estimado de 5,7 bilhões de dólares, o que permitiria aos bolivianos pelo menos triplicar sua capacidade instalada, que atualmente é de 3.290 megawatts.
Parte dos recursos será do Estado boliviano, que tentará obter cooperação externa.
Os dois projetos hidrelétricos mais importantes, que estão em fase de estudo, são o de Cachuela Esperanza, localizado entre os departamentos amazônicos de Beni e Pando, e o de El Bala, na região de La Paz.
O primeiro tem um custo estimado de 1,6 bilhão de dólares; e o segundo, de 2,4 bilhões de dólares.
Fonte - AFP

Eletrobras planeja captar até US$ 5,5 bilhões no exterior

A captação de recursos que a Eletrobras planeja fazer até o fim deste ano pode alcançar o montante de US$ 5,5 bilhões. Foi o que afirmou ontem o presidente da empresa, José Antonio Muniz Lopes. Desta previsão de captação, US$ 2 bilhões já foram aprovados pela companhia e US$ 2 bilhões ainda precisam passar pelo crivo do Conselho de Administração da Eletrobras (CAE). Além disso, explicou Muniz, a empresa estuda uma proposta da Areva no valor de US$ 1,5 bilhão para que a estatal adquira os equipamentos adicionais para terminar a central termonuclear de Angra 3.
De acordo com a Eletrobras, da primeira parte de US$ 2 bilhões já aprovados pelo Conselho, o Banco Mundial deverá liberar cerca de US$ 500 milhões para a estatal reestruturar as empresas de distribuição que controla. Segundo Muniz, esse contrato já está em fase de conclusão e deverá ser assinado em breve. Uma outra parcela, de US$ 500 milhões, ainda está em negociação com a Corporación Andina de Fomento (CAF) e seu destino não está definido. O executivo disse, em coletiva depois de evento em que foi homenageado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing (ADVB), que a empresa ainda terá US$ 1bilhão em bônus, mas essa emissão ainda não foi definida, pois depende de uma análise da situação de mercado. Todos esses recursos, explicou, serão equilibrados pelos recebíveis da Usina de Itaipu.
Do valor total, a empresa ainda negocia uma parcela de US$ 2 bilhões que deverá ser aprovada pelo Conselho de Administração da Eletrobras. Muniz afirmou que ainda não há prazo para que essa autorização seja concedida, mas que o pedido para essa captação já foi feito aos seus membros. Segundo Muniz, a meta da diretoria da Eletrobras com esses recursos é de ter um hedge da dívida da empresa em dólar e evitar perdas com a variação do câmbio.
"Essa operação não significa que estamos precisando de dinheiro, que a Eletrobras está comprando dinheiro", ressaltou Muniz. "Precisamos fazer o hedge natural dessa nossa receita de Itaipu para termos o resultado real da empresa, não o fictício", complementou ele, que reafirmou que a meta é essa captação ser concluída este ano.
O executivo comentou que além dos US$ 4 bilhões que a Eletrobras pretende levantar, o demais US$ 1,5 bilhão deverá ser originado de instituições financeiras francesas, em decorrência do fornecimento de equipamentos de Angra 3 pela Areva.
Sobre os rumores que surgiram na sexta-feira de que a empresa teria recebido um convite para entrar como investidora em um projeto de alumínio em Camarões, ele destacou que a Eletrobras recebe com frequência convites para projetos. "Essas propostas têm de passar pelo Comitê de Investimento, que faz uma triagem para verificar se o projeto em questão que se enquadra em nossa política de investimentos", afirmou Muniz.
Acordo em Itaipu
Enquanto a Eletrobras negocia a captação de recursos para balancear o resultado da empresa com Itaipu, o acordo para aumento do pagamento brasileiro pela parcela de energia que o Paraguai não consome de Itaipu, continua. O diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, Jorge Samek, afirmou ontem, em São Paulo, que o acordo sobre a revisão do preço da energia foi aprovado pelo congresso daquele país. Segundo o acordo firmado entre os dois países, o novo valor da cessão da energia gerada, que era de cerca de US$ 100 milhões, passará a custar cerca de US$ 300 milhões.
"O acordo já foi aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. No Paraguai, essa questão já está concluída", afirmou Samek. De acordo com o executivo, agora depende apenas do Congresso Nacional brasileiro para que ocorra a revisão do Tratado de Itaipu, de 1973. Além disso, os dois governos continuam a discutir a possibilidade de o Paraguai vender diretamente a sua energia de Itaipu no mercado brasileiro. Samek disse que a diretoria brasileira produziu um estudo sobre a perspectiva do preço da energia em um horizonte de 20 anos. Segundo ele, esse material foi apresentado ao Paraguai, que avalia os cenários para vender diretamente a energia no Brasil.
Samek disse que as condições do tratado são favoráveis ao Paraguai porque evitam que a remuneração do país vizinho sofra influência das oscilações do preço da energia no mercado brasileiro. Ele considera importante a entrada gradual da estatal paraguaia Ande no mercado brasileiro, pois em 2022 a Usina de Itaipu estará paga e o anexo C do tratado será revisado. Por isso, "é importante que o Paraguai conheça as condições do mercado brasileiro", disse o executivo.
A captação de recursos que a Eletrobras planeja fazer até o final do ano pode alcançar o total de US$ 5,5 bilhões, segundo disse ontem o presidente da empresa, José Antônio Muniz Lopes. Dessa previsão de captação, US$ 2 bilhões já foram aprovados pela companhia e outros US$ 2 bilhões ainda precisam passar pelo crivo do Conselho de Administração da Eletrobras (CAE).
Além disso, explicou Muniz, a empresa estuda proposta de financiamento da francesa Areva de US$ 1,5 bilhão, para que a estatal adquira equipamentos adicionais para terminar a central termonuclear de Angra 3.
De acordo com a Eletrobras, da primeira parte de US$ 2 bilhões já aprovados pelo Conselho, o Banco Mundial deverá liberar cerca de US$ 500 milhões para a estatal reestruturar as empresas de distribuição que controla. Outra parcela de US$ 500 milhões ainda está em negociação com a Corporación Andina de Fomento (CAF) e seu destino não está definido.
Fonte - DCI

Venezuela comprará 10 petroleiros da Rússia

A empresa estatal de navegação da Venezuela assinou um acordo para a compra de dez petroleiros Aframax da empresa russa United Shipbuilding Corp. (USC) no valor de US$ 700 milhões, informou a agência russa de notícias RIA Novosti, citando Igor Ryabov, porta-voz da USC.
"O acordo é para a entrega de dez navios para a Venezuela até 2016", disse Ryabov, segundo a agência.
Segundo a RIA Novosti, três petroleiros serão construídos em fábricas na Coreia do Sul pertencentes ao Grupo Daewoo e os demais serão construídos na Rússia, sob supervisão de engenheiros da Daewoo.
Fonte - Dow Jones.

Bolívia constrói novo gasoduto para garantir envio de gás ao Brasil

A estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) constrói um   alternativo, de quase 6 quilômetros, no cruzamento de um rio que enfrenta permanentes cheias, a fim de evitar futuras interrupções no envio de gás natural ao Brasil, informou a companhia nesta segunda-feira. A obra da nova tubulação está quase 70% concluída, disse a gerente da Gas Trans Boliviano (GTB), Katya Diederich, segundo um informe da YPFB.
Em 2007, a cheia do rio destruiu parte do gasoduto e forçou a suspensão dos envios de gás para o país vizinho. A YPFB projeta investimentos na obra até 2011 de cerca de US$ 30 milhões, através da GTB, encarregada das obras e cuja acionista majoritária é a estatal boliviana. Entre os sócios minoritários dessa empresa está a Petrobras.
O propósito da iniciativa é "garantir que, sob nenhuma circunstância, seja interrompido o volume de exportação de gás para o Brasil", disse a funcionária. Segundo o informe, trata-se de uma tubulação que irá por baixo do leito do Rio Grande, no departamento (Estado) de Santa Cruz. O gasoduto até o Brasil tem um diâmetro de 32 polegadas e envia entre 26 e 31 milhões de metros cúbicos diários de gás.
Fonte - Bem Paraná